Deus nos escolheu e nos constituiu continuadores de sua vida e de sua obra. Louvado seja Deus!
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Mínimas e Máximas
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domingo, 30 de dezembro de 2012
sábado, 22 de dezembro de 2012
Natal - Deus conosco.
Deus quer fazer parte da história dos homens, ele quer entrar nesta história, oferece-se e pede licença. Deus quer estar com a gente, quer com a gente caminhar para fazer conosco a nossa história pessoal, a história das famílias, a história das nações. Na história da Igreja ele está presente desde o começo, é ele que a conduz. Uns aceitam esta intromissão feliz de Deus em suas vidas, outros não. Está em nosso poder dar-lhe esta liberdade. Deus só realizará a história da salvação com as pessoas com as quais pode contar. Na verdade, são poucas. Maria e José foram deste grupo, dando seu "sim" incondicional.
E eu?
E você?
Feliz o Natal daqueles que sabem corresponder aos projetos de Deus.
Jesus vem e quer ser acolhido por todos.
Como é bom a gente ser acolhido por alguém a quem nos dirigimos por um motivo especial.
Diz-nos São Bernardo: "Conhecemos uma tríplice vinda do Senhor. Entre a primeira e a última há uma vinda intermediária. Aquelas são visíveis, mas esta não. Na primeira vinda o Senhor apareceu na terra e conviveu com os homens. Foi então, como ele próprio declara, que viram-no e não o quiseram receber. Na última vinda, 'todo homem verá a salvação de Deus' (Lc 3, 6) e 'olharão para aquele que transpassaram' (Zc 12, 10). A vinda intermediária é oculta e nela somente os eleitos o veem em si mesmos e recebem a salvação. Na primeira, o Senhor veio na fraqueza da carne; na intermediária, vem espiritualmente, manifestando o poder de sua graça; na última, virá com todo o esplendor da sua glória.
Diz-nos São Bernardo: "Conhecemos uma tríplice vinda do Senhor. Entre a primeira e a última há uma vinda intermediária. Aquelas são visíveis, mas esta não. Na primeira vinda o Senhor apareceu na terra e conviveu com os homens. Foi então, como ele próprio declara, que viram-no e não o quiseram receber. Na última vinda, 'todo homem verá a salvação de Deus' (Lc 3, 6) e 'olharão para aquele que transpassaram' (Zc 12, 10). A vinda intermediária é oculta e nela somente os eleitos o veem em si mesmos e recebem a salvação. Na primeira, o Senhor veio na fraqueza da carne; na intermediária, vem espiritualmente, manifestando o poder de sua graça; na última, virá com todo o esplendor da sua glória.
Esta vinda intermediária é, portanto, como um caminho que conduz da primeira à ultima; na primeira, Cristo foi a nossa redenção; na última, aparecerá como nossa vida; na intermediária é nosso repouso e consolação".
Na primeira vinda, embora anunciado e devendo ser esperado, ele veio mas não foi acolhido. Um Messias, como restaurador do povo de Israel, nascer numa gruta? Impossível! Não é ele. "Ele veio para o que era seu, mas os seus não o acolheram" (Jo 1, 10-11). Porém, houve um pequeno grupo de pessoas que o acolheu, e Jesus sentiu-se bem no meio delas, e ficou. Ele ficaria mesmo que ninguém o acolhesse, porque teria sempre o acolhimento de sua santa Mãe e de José, seu pai adotivo.
Uma das expectativas de Jesus em sua vinda ao mundo foi sua boa acolhida, e continua a ser. Celebrar o Natal é acolher Jesus assim como ele é em suas aparências humanas, acreditar que ele é o Filho de Deus que veio para salvar toda a humanidade, a cada pessoa em particular, fazendo apenas um pedido, que deve ser aceito livremente:
"Aceite-me, por favor, eu quero ser seu amigo e companheiro na sua jornada de volta para a casa do Pai". Claro que Jesus faz umas poucas exigências que vale a pena serem aceitas, tendo em vista as realidades futuras, que superam todo o entendimento.
"A todos aqueles que o receberem, aos que creem na sua pessoa, Jesus lhes dá o poder de se tornarem filhos de Deus desde agora. Estas pessoas nasceram de Deus" (Jo 1, 12-13).
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
Se Deus não existe...
Se o céu é uma lenda, se a morte é o fim de tudo, não faz mal. Mesmo assim eu acredito, mais do que isto, eu tenho certeza.
Sei que não serei confundido! Sei em quem depositei a minha fé!
Quanto aos que quiserem rir de mim, que o façam, estejam à vontade, mas...não lhes quero dizer "ri melhor quem ri por último", apenas lamento.
É prudente crer. É imprudente não crer.
Judas se tornou o guia daqueles que prenderam Jesus.
O amor ao dinheiro apagou em Judas Iscariotes a luz da fé. Ele não via mais Jesus como Filho de Deus, o Salvador, o Redentor da humanidade. (At. 1, 16).
Cada pessoa que fala das coisas de Deus aos outros, é um profeta, é uma pessoa abençoada.
Assim é o Papa, assim são os bispos e sacerdotes, assim são os catequistas e os pais com os seus filhos, assim devem ser todos os cristãos.
Moisés falou ao povo, dizendo: "Ouve a voz do Senhor, teu Deus, observa todos os seus mandamentos e preceitos, converte-te para o Senhor teu Deus com todo o teu coração, e com toda a tua alma, isto é, com toda a tua pessoa". Este mandamento não é difícil, está ao alcance de todos para que todos possam cumprí-lo. Que vantagem tira Deus deste mandamento? Nenhuma. A vantagem é toda do homem, como o seu não cumprimento será a sua desgraça: - Ouve a voz do Senhor! - Observa seus mandamentos e preceitos! - Converte-te para o Senhor, teu Deus!
A única vantagem para Deus acaba sendo vantagem para o próprio homem porque quem cumpre os mandamentos ama a Deus e lhe dá honra, louvor e glória, e quem ama a Deus é por Ele amado. O prazer de Deus é amar. Seja o amor também o nosso prazer.
"Fili, praebe cor tuum mihi". - "Filho, dá-me o teu coração".
Simples e pequenos deveres.
É pela sua vontade que o homem se constrói ou se destrói, que se torna herói no cumprimento de seus deveres de cada dia, normalmente simples e pequenos; deveres para com Deus, para consigo mesmo, para com os outros, para com a sociedade. É pela sua vontade que o homem é salvo ou condenado.
"É cada um que determina a sua maneira de viver e morrer".
"É cada um que determina a sua maneira de viver e morrer".
Homilia - Alegrai-vos! O Senhor está próximo! Terceiro Dom. Adv. Ano C
1 - "Vós sereis o meu povo e eu serei o Senhor vosso Deus", palavras ditas por Deus a Moisés (Ex. 6,7) quando chamado para ser o libertador e condutor do povo de Israel, da escravidão do Egito rumo à Terra Prometida. Diversas vezes estas palavras foram repetidas para que Israel não esquecesse que era o Povo, entre tantos, escolhido por Deus. Todo Povo bem organizado tem a sua constituição ou forma de govêrno com seus estatutos e suas leis. "No monte Sinai, Deus revelou seu nome a Moisés (Ex. 3), fez aliança com seu povo recém-tirado da escravidão (Ex. 19-40) e propôs novos princípios de vida social e religiosa" (Lev. 1-10). Ao pé do monte Sinai, Israel se torna oficialmente Povo de Deus, povo de um Deus que está perto e que protege. A aliança ou contrato de Deus com o povo consta de poucas leis: apenas os Dez Mandamentos. "Se obedecerdes a minha voz e guardardes a minha aliança, sereis o meu povo particular entre todos os povos". (Ex. 19, 5). "Moisés tomou o livro da aliança e o leu ao povo, que respondeu: Faremos tudo o que o Senhor disse, e seremos obedientes". (Ex. 24,7). Esta aliança foi renovada muitas vezes, porque muitas vezes o povo não foi fiel à palavra. Esqueciam os compromissos assumidos, prometeram obediência mas desobedeciam. Então eles ficavam abandonados por Deus e, longe de Deus só lhes vinham desgraças. Deus entretanto, permaneceu fiel a este povo porque dele haveria de nascer o salvador.
2 - Passaram-se muitos anos, mas à medida que os anos passavam, aproximava-se o dia em que as promessas de Deus seriam cumpridas. O profeta Sofonias animava o povo dizendo: "Canta de alegria, cidade de Sião; rejubila, povo de Israel! Alegra-te e exulta de todo o coração, cidade de Jerusalém! O teu Deus está no meio de ti". (Sof. 3, 14-17). "A alegria a que se refere o profeta Sofonias não é uma fantasia, mas uma realidade profunda que vem do estar em paz com Deus."
3 - "Se Jesus está entre nós, se está assim tão próximo, que devemos fazer? Era o que as multidões perguntavam a João Batista. A todos, ao povo, aos publicanos e aos soldados ele impõe um comportamento preciso como sinal de conversão: não fazer do egoísmo o critério de suas ações; não se aproveitar do ofício ou da profissão para se enriquecer injustamente. Estes já são uns sinais suficientes que demonstram conversão, mudança de vida. É um bom começo. Mas é necessário ir além como "ver e apreciar o que há de bom nos outros com um olhar e juízo otimistas"; é um aspecto do otimismo que provém da certeza de viver com Deus.
4 - "O fato de ter nos céus um Pai comum, que nos ama e com quem nos podemos encontrar, é uma fonte de alegria para os cristãos, alegria que deve ser comunicada, dada aos outros". - Há pessoas que se contentam com uma alegria superficial e passageira; daí a razão porque vão constantemente atrás das alegrias que se acabam. A alegria de estar com Deus, alegria que transvasa no amor ao próximo é uma alegria perene. A única coisa que pode tirar esta alegria é o pecado. Entretanto sempre podemos reavê-la no sacramento da confissão ou reconciliação. - Dizia Madre Teresa de Calcutá: "Todos desejamos o céu, onde Deus habita, mas depende de nós o estarmos no céu com ele já agora, o sermos felizes com ele neste momento. Mas sermos felizes com ele agora, significa: amar como ele ama, ajudar como ele ajuda, dar como ele dá, servir como ele serve, salvar como ele salva, ficar vinte e quatro horas com ele, encontrá-lo em suas tristes aparências".
5 - "Alegrai-vos! O Senhor está perto! Jesus veio, Jesus virá, Jesus vem. Jesus veio a nós quando nasceu em Belém de Judá; Jesus virá no fim dos tempos para nos julgar e ver se vivemos a nossa fé manifestada na caridade. Mas Jesus vem também agora para todos aqueles que abrirem a porta do seu coração para os seus e nossos irmãos sem discriminação alguma. (Missal dominical).
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Deus apareceu a Moisés e Josué.
Numa coluna de nuvem, e a coluna de nuvem parou na entrada da tenda da reunião (Dt. 31, 15). Deus não era a nuvem, mas a nuvem era sinal (imagem) de que Deus estava nela. É pela palavra que se conhece a pessoa; é pelo que ela fala, é pelo que ela diz, tudo emoldurado pelo corpo todo, mas sobretudo pelos olhos e lábios, nos diz quem a pessoa é. Às vezes basta a simples entonação da voz que pronuncia as palavras para se saber quem a pessoa é e quais são os seus sentimentos. Deus no Antigo Testamento falava e, não era visto, nem podia ser, mas por suas palavras mostrava o seu coração cheio de misericórdia e perdão, bondade e amor. No Novo Testamento, a revelação de Deus em Jesus Cristo foi total. É só ouvir e crer.
Onde é o céu?
É lá onde Deus mora. E onde mora Deus? A natureza é a casa de Deus e nós podemos perceber aí a sua presença: nas flôres, nos passarinhos, nos astros, nas matas e florestas, nos rios e no grande mar. Mas, não ficamos satisfeitos e nos perguntamos: é só aí que Deus está? Não! Não é só aí! Nós percebemos, sim, a presença de Deus na natureza que Ele criou, mas esta presença é uma presença fora de nós. Nós queremos perceber e até sentir a presença de Deus mais perto de nós, dentro de nós. Sim, foi Deus quem criou o ser humano e nele está presente desde quando nasce. Deus está nas crianças, mas quando elas chegam ao uso da razão e ficam adultas Deus, que as criou livres lhe diz: Você me aceita ficar com você? Se sim, Deus fica, se não Deus vai embora. O coração de todo homem e mulher tem um trono oferecido ou à Deus, ou ao demônio. O coração onde Deus está, aí está um prelúdio do céu; onde Deus não está, aí está um prelúdio do inferno.
Que pecado cometi para ter que sofrer tanto?
Há pessoas que reclamam da vida e se perguntam: Por que? Por que eu? O que fiz de mal? Que pecado cometi para ter que sofrer tanto? E se cansam de tanto perguntar sem obter resposta porque estão fechados dentro do vácuo do seu egocentrismo e, como não aprendem a lição, Deus lhes dá uma outra nos mesmos moldes de aluno que não consegue se promover porque não estuda e, consequentemente, não entende as lições porque é preguiçoso. No dia em que esta pessoa estudar e aprender a lição, Deus lhe dará os parabéns e lhe dirá: "Agora vamos para outra lição", na esperança de que as repetidas lições anteriores tenham sido uma boa lição para estar mais atenta às lições de Deus e assim possa sempre ser promovida, progredir. Os santos são alunos, bons alunos que correspondem às lições de Deus de quem recebem a aprovação e o diploma.
Dimensão religiosa nas famílias.
Falta, na maior parte das famílias católicas a dimensão religiosa que elevaria a vida humana a uma felicidade sobre-humana. A maior parte dos crsitãos, dos casais e familias cristãs tem uma vida sem graça, em que os ideais não ultrapassam os horizontes mesquinhos e baixos do egoísmo e materialismo, não saindo das quatro paredes da casa onde moram. É impossível aumentar o cabedal da felicidade sem espalhá-la por toda a parte. O espiritual é, por sua essência, elevador; o material, depressor.
sábado, 15 de dezembro de 2012
O que é o perdão?
"Senão acreditar, contra toda certeza, e agir de acôrdo com a fé em que as pessoas, no fundo, são boas, mesmo quando manifestamente mostram não sê-lo? Um novo mundo nasce quando um erro é perdoado".
(Joel Marcus).
Homilia - Em defesa das aparições da Virgem.
Tive notícias tempos atrás, de que alguém em um grupo católico de oração, havia condenado, em público, a devoção a Nossa Senhora de Fátima, a devoção das capelinhas de Nossa Senhora que visita os lares, afirmando que quem está por trás de tudo isto é o demônio. A acusação era grave e precisava ser esclarecida. Passados alguns dias, chegou-me às mãos uma folha com matéria escrita intitulada: Carta aos Católicos.
CONTEÚDO DA CARTA:
1 - As aparições da Virgem Maria são engano satânico; não passam de fraudulentas manifestações de demônios que se fazem passar por "Anjos de Luz".
2 - A pessoa que escreve a carta afirma que não localizou livros ou folhetos que narram as estórias das aparições em Lourdes, Fátima, Guadalupe, Aparecida e Carmo.
3 - Referindo-se a Lourdes e Fátima, diz que as aparições se manifestam a crianças e prometem a salvação a quem rezar o rosário todos os dias e comungar por nove meses seguidos, nas primeiras sextas-feiras de cada mês.
4 - Afirma que isto é desvio do plano de salvação de Deus que consiste na fé em Jesus...Somente "crer" em Jesus Cristo pode garantir a salvação.
5 - Afirma ainda que não pode entender como os padres cairam nessa! Diz saber de muitos padres que não creem em aparições, achando que são coisas de crianças e mulheres, mas ficam quietos por mêdo do povo, dos bispos...
6 - Diz que estas aparições são uma distorção da fé, coisa do demônio, para levar os homens à perdição, pois colocam a falsa Maria como boazinha e salvadora e Jesus, o Filho, vingativo e durão.
7 - Na aparição de Guadalupe, diz o escrevente, Nossa Senhora induz as pessoas a prestar-lhe culto como divindade sedenta de louvores e glórias para si, pois pediu ela, se construísse um templo em sua homenagem.
8 - Referindo-se a Nossa Senhora Aparecida, diz que, infelizmente esta aparição é dita "Padroeira do Brasil", e Aparecida é aquele comércio repugnante...
9 - Com respeito a Nossa Senhora do Carmo, afirma que, um tal escapulário, usado pelos fiéis, garante-lhes a salvação.
10 - Afirma que satanás, sabendo que a revelação direta de sua pessoa chocaria e assustaria os homens, tenta fazer-se passar por Maria, Mãe de Jesus.
11 - Declara que a verdadeira Maria de Nazaré, nada tem a ver com a Maria das aparições, antes, são inimigas mortais.
12 - Encerra a carta com um apêlo: "É urgente avisar as pessoas que as "aparições" não são de Maria, e que, prestar culto ou dar ouvidos ao que as aparições disseram é idolatria, ou seja, culto a demônios.
13 - A carta não vem assinada.
QUE DIZER?
Vamos examinar e comentar resumidamente alguns detalhes de cada item:
1 - As aparições de Nossa Senhora são manifestações do demônio? Até poderiam ser, mas a Igreja Católica é muito prudente e estuda demoradamente cada caso digno de atenção submetendo-o ao julgamento de especialistas, para depois dar o seu veredicto. Assim foi com o Santo Sudário, com o milagre eucarístico de Lanciano na Itália, e também com as aparições. Algumas aparições carecem de fundamento pois se verifica doença mental ou algum fator de ordem moral incompatível com uma intervenção do céu, mas aquelas que a Igreja aprovou, como Fátima, Lourdes, Guadalupe, Carmo, merecem fé.
2 - A pessoa que escreveu a carta, confessa sua ignorância sôbre o assunto por não ter localizado livros ou folhetos que narram a história das aparições.
Com que direito, então, se põe a escrever sôbre assunto que desconhece? Onde está o bom senso? A Igreja leva anos para se manifestar pró ou contra a veracidade de aparições, contando sempre com a ajuda de peritos, e vem alguém que, com umas poucas palavras, sem ter feito uma pesquisa séria, pretende derrubar um trabalho de tantos anos e de tantas pessoas? Pretensão infantil, inconcebível num adulto.
Com que direito, então, se põe a escrever sôbre assunto que desconhece? Onde está o bom senso? A Igreja leva anos para se manifestar pró ou contra a veracidade de aparições, contando sempre com a ajuda de peritos, e vem alguém que, com umas poucas palavras, sem ter feito uma pesquisa séria, pretende derrubar um trabalho de tantos anos e de tantas pessoas? Pretensão infantil, inconcebível num adulto.
3 - Quanto às aparições de Nossa Senhora em Lourdes (França) e em Fátima (Portugal), a pessoa que escreveu a carta confunde-as com as aparições do próprio Jesus a Santa Margarida Maria em Paray-le-Monial, na França. Para alguém se convencer da verdade destas aparições, se não puder ir até lá pessoalmente, dê crédito ao que se escreveu e se escreve a respeito e o que dizem as pessoas que por lá passaram. Os bons frutos sobretudo da volta à prática da fé, sem contar outros milagres, são prova da presença maternal da Virgem Maria naqueles santuários. Recomendo a leitura do Livro "Milagre de Lourdes" do médico francês, ex-ateu, Dr. Alexis Carrel.
Junto ao Santuário de Lourdes, há um hospital por onde passam todos os doentes que demandam cura para seus males físicos junto à gruta da Virgem. O hospital está aberto à médicos de todas as nacionalidades, de todos os credos e também ateus. Centenas de curas são inexplicáveis à luz da ciência, dizem os médicos que atendem os doentes naquele hospital.
Embora as curas miraculosas atribuídas à Virgem Maria que ali apareceu em 1858 a Bernadete Soubirous, sejam tantas, a Igreja reconhece como tais, apenas algumas dezenas.
Em Fátima, os três pastorinhos: Lúcia com dez anos, Francisco com nove e Jacinta com apenas sete anos, foram repreendidos e castigados pelos próprios pais para que afirmassem que tinham inventado a história da aparição da Virgem do Rosário. Lúcia foi levada pela mãe ao pároco para que confessasse a mentira; os três foram levados por intimação, à presença das autoridades civis do lugar e metidos na prisão para que dissessem que tudo não passava de invenção deles. Eles, porém, embora crianças e pressionados de todos os lados, não cederam em nada de tudo aquilo que afirmaram ter visto e ouvido. A Igreja estudou cuidadosamente os fatos e só depois de treze anos é que o bispo de Leiria se manifestou, reconhecendo públicamente a verdade das aparições. A seguir, o episcopado todo de Portugal e os Papas, manifestaram a sua fé nas aparições da Virgem em Fátima. Os Papas Paulo VI e, depois João Paulo II, ali estiveram, confirmando tudo com a sua presença e palavra.
4 - Diz a pessoa autora da carta, que essas aparições desviam as pessoas do plano da salvação de Deus...Se isto acontecesse, a Igreja não permitiria. É conhecido de todos os bons cristãos católicos o "slogan": Com Maria a Jesus". Jesus veio a nós por Maria. Por que não podemos nós por Maria, ir à Jesus? O caminho de que Deus Pai se serviu para nos trazer a salvação por Jesus, foi Maria. Por que não podemos servir-nos do mesmo caminho para ir a Jesus Salvador e por Ele ao Pai?
5 - Admira-se o missivista como os padres caíram nessa de acreditar em aparições, mas que há muitos que não acreditam e, se não manifestaram a sua descrença, é por mêdo. - Mentira digna de riso, porque as aparições não são dogmas de fé. Ninguém é obrigado a acreditar nelas. Cada qual é livre nesta questão. Portanto, não precisa ter mêdo de espécie alguma. Somente se pede que os que não querem acreditar respeitem e deixem em paz os que acreditam. E se, porventura, quiserem combater, que se munam de argumentos mais sólidos com pesquisas mais profundas que as realizadas pela Igreja. A revelação pública e divina encerrou-se com a morte do último dos doze apóstolos escolhidos por Jesus. Não há nada mais a acrescentar ao nosso credo. As aparições nada mais fazem que lembrar determinados ensinammentos dos Evangelhos que muitos esqueceram: a necessidade da conversão para Deus, a necessidade da penitência e oração. Em suas aparições, Nossa Senhora vem lembrar o que Jesus disse ser necessário para a salvação e que muitos também cristãos, não lembram mais.
6 - Diz a carta, que as aparições são uma distorção da fé, colocando a falsa Maria como a "boazinha" e Jesus como o "vingativo e durão". - Maria nos foi dada como Mãe por Jesus, no Calvário, na pessoa de São João que ali representava toda a humanidade; assim acreditamos, Maria é mãe, é boa por natureza. Jesus, seu divino Filho, é bondade e benignidade em pessoa. Mas, no dia do juízo final, esta bondade vai acabar para muita gente. Jesus não vai ser vingativo nem durão, mas exercerá a justiça e dirá, aí sim, estas palavras duras, sem possibilidade de apelação: "Retirai-vos de mim malditos! Ide, para o fogo eterno, destinado ao demônio e aos seus amigos" (Mt. 25, 41). Nossa Senhora como mãe, vem nos alertar. O nome de mãe dos homens e mulher que Jesus lhe deu, não foi um título honorário, mas foi p'ra valer. Nossa Senhora aceitou, assumiu e passou a exercer esta nova maternidade.
7 - Não apenas em Guadalupe, Nossa Senhora pediu a construção de um templo, como também em outros lugares. E se Nossa Senhora não pede, o povo constrói mesmo assim. Para que? Para que o povo lhe preste culto como divindade sedenta de glórias e honras? Ilação absurda, porém possível em certas mentes. No seu Cântico, a Virgem Maria profetisa: "Eis que doravante me proclamarão bem-aventurada todas as gerações" (Lc. 1, 48). Vaidade de Nossa Senhora? Pretensão orgulhosa? Sêde de honras e glórias? - Está na Bíblia.
8 - O autor da carta, como ser pretensamente superior, coloca não apenas o povo católico brasileiro que acorre a Aparecida, como também bispos e sacerdotes e até o nosso Papa João Paulo II que passou por aquela cidade quando da sua primeira visita ao Brasil, o missivista, coloca todos no "chinelo" como pobres ignorantes! Deus pode, sim, servir-se até de uma pequena imagesm de terra-cota quebrada da Virgem Maria, lançada num rio e depois "pescada" para através deste humilde sinal da Mãe de Jesus, derramar suas graças e bênçãos sôbre pessoas e famílias, sôbre a cidade e a Nação. Se em Aparecida há um comércio repugnante, isto nada tem a ver com a aparição e em nada desabona a verdadeira e pura devoção a Nossa Senhora que é sempre a mesma.
9 - Satanás poderia até tentar fazer-se passar pela Virgem Maria, mas nunca se teve notícia de satanás estar recomendando às pessoas a oração, a verdadeira mudança de vida ou conversão, o arrependimento dos pecados, a penitência como acontece nas autênticas aparições de Nossa Senhora; mas o diabo, isto sim, pode servir-se de inocentes úteis para tumultuar a mente e o coração, sobretudo da gente simples para afastá-la da verdadeira devoção a Nossa Senhora, que conduz a Jesus. É o que o autor da carta diz, acertadamente, quando lembra que o demônio "iria fazer guerra aos demais filhos dela que são...os cristãos que guardam a Palavra de Deus e têm o testemunho de Jesus". A palavra "diabo", encontrada na redação original dos Evangelhos para nomear o espírito das trevas, significa exatamente isto: aquele que provoca desunião, inspira ódio ou inveja, maledicência, calúnia, inimizade. É o que o autor da carta, talvez sem se aperceber e por isso merece a nossa compreensão, está fazendo.
10 - Amigo, seja lá quem você for, Maria de Nazaré, tem tudo a ver com a Maria das aparições, porque é a mesma pessoa, a mesma Mãe que pressurosa, vem chamar a atenção dos seus filhos, para que não se desviem do caminho que é Jesus.
11 - A carta é dirigida aos católicos em geral, desconhecendo a autoridade estabelecida na Igreja, e termina com um apêlo: "É urgente avisar as pessoas que as aparições não são de Maria, e que prestar culto ou dar ouvidos ao que as aparições disseram é idolatria, ou seja, culto ao demônio". Em outras palavras, aqui em nossso Santuário de Nossa Senhora de Fátima, Tarumã, Curitiba, prestando culto à Virgem Maria que apareceu em Fátima, Portugal, e, seguindo as recomendações de oração, conversão e penitência, estamos cometendo um grave pecado de idolatria, prestando culto a demônios (Mt. 12, 22-30). Dá para entender? Depois do que foi dito, é desnecessário responder a este apêlo que nos leva à compaixão do seu autor. Resta-nos pedir que seja um pouco mais humilde, que não se julgue dono da verdade sôbre o assunto quando tantos pensam tranquilamente diferente, possuídos por um grande amor e veneração pela Virgem Mãe Maria, que bondosa, maternal e carinhosa apareceu em Fátima, Lourdes e em muitos outros lugares. Pedimos que se informe melhor, leia e estude mais e, sobretudo, reze.
Consta que alguém perguntou ao Papa João Paulo II, qual sua opinião a respeito das atuais e diárias aparições de Nossa Senhora em Medjugorje - Iugoslávia, à um grupo de jovens. (As aparições tiveram início no dia vinte e qutro de Junho de 1981). O Papa perguntou: Lá o povo reza? Vai à missa? Frequenta o sacramento da Confissão? Ouve a Palavra de Deus?
- Sim, foi a resposta.
- Então, deixe-os em paz! concluiuo Papa.
O autor da carta, não subscreve. É uma pena. Não assume o que pensou e escreveu. Depois de falar tanto no diabo, deixa-se envolver nas trevas do anonimato!
(Monsenhor Estanislau Polakowski).
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Morte, revelação implacável.
A morte nos revela a nós mesmos. A morte é aquele véu que separa o tempo da eternidade. A morte desfaz todas as ilusões. A hora da morte é a hora da verdade. Compareceremos todos diante de Deus: "Statutum est hominibus semel mori; post hoc autem judicium". "Está determinado que os homens morram uma só vez; em seguida vem o juízo" (Hb. 9, 27). Prestação de contas! O juízo será sem misericórdia para quem não usou de misericórdia. A morte põe a nú aquilo que somos, despojando-nos das postiças aparências que levamos no mundo para fazer-nos admirados e respeitados por todos. Vale a pena viver na simplicidade, lealdade e verdade diante de Deus e diante dos homens. A morte não é o fim de tudo, mas o verdadeiro comêço de tudo. Com a morte, a vida não é tirada mas transformada. Se não queremos saber agora, a morte nos revelará o que somos. Portanto, é preciso sermos realistas desde agora. Não é a fortuna, a ciência, a posição social que nos fazem grandes, mas é a santidade que está nos antípodas dos conceitos do mundo. É maior, disse Jesus, aquele que se tornar menor, pobre, despojado de si mesmo, aquele que põe a sua riqueza, a sua sabedoria, a sua posição na sociedade à serviço dos seus semelhantes; é maior aquele que se ajoelha para lavar os pés dos outros, aquele cuja alegria é servir. É grande aquele que é grande aos olhos de Deus e não do mundo. O orgulho, a vaidade, a confiança em si mesmo e a falsa segurança que a fortuna dá, são ilusões em cujas esparrelas, muita gente tida como inteligente, cai.
O egoísta
Acha de alguma forma que o seu umbigo é o centro do mundo. Talvez não chegue a tanto, mas acha que para ele todas as atenções devem se voltar. O egoísmo é filho da vaidade e neto do orgulho casado com a soberba.
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