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sábado, 8 de março de 2014

Um dos motivos porque os católicos não se confessam mais é

a meu ver, porque os padres se tornaram um tanto mundanos, comuns demais. Embora em certas oportunidades usem o clergyman ou até a batina, em outras andam, a maioria, com roupas desleixadas, e outros poucos com roupas aprimoradas demais, têm uma intimidade acima da normal com os jovens e as jovens, frequentam bares, cervejarias e outros ambientes não apropriados à sua condição sacerdotal. É evidente que os fiéis, encontrando o seu confessor nestes ambientes, sintam-se constrangidos e pensem: este é o padre que ouviu a minha confissão e agora ele está aí numa roda de amigos, apresentando-se como um entre os iguais.

Para seu próprio bem e para o bem dos fiéis, o sacerdote não pode ter a liberdade dos leigos; ele tem que preservar a sua posição de ministro de Deus, ele tem que renunciar ir a certos lugares e ter determinadas amizades. Ele precisa ter a confiança do seu povo, ele precisa ser o pastor por todos respeitado.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Você ouviu alguém falar bem...

de um padre? Você já ouviu alguém falar mal? - Não se assuste nem se escandalize. É assim mesmo. Se o grupo dos fariseus falava mal de Jesus, e se Judas Iscariotes traiu o próprio mestre, tudo é possível e ninguém pode fazer coisa pior. Pena é que ainda hoje existam descendentes desta gente. Como seria bom, melhor, e mais proveitoso um diálogo sereno para localizar o erro, a falha, o pecado e identificar a verdade, com o desfecho maravilhoso do perdão, da paz, harmonia e retomar a caminhada juntos.

Uma coisa é certa: a união na Igreja vem de Deus; a desunião é vantagem para o demônio.
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Jesus, além de anunciar a Boa-Nova da salvação para todos, também fazia milagres que causavam muita admiração: curava os doentes que eram trazidos à sua presença; curava-os à distância; multiplicava pães e peixes para alimentar as multidões que o seguiam, ressuscitava mortos e expulsava demônios. Mas sempre havia alguém que, por ciúme ou inveja, queria ofuscar o brilho de Jesus: "Ele expulsa demônios com a força não de Deus mas de Belzebu, o príncipe deles! Ele viola o sábado! Não é boa gente! Deve ser evitado! Se não o for, nós daremos um jeito nele!"
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O apóstolo Paulo escrevendo aos Coríntios, uma comunidade cristã por ele formada mas cheia de problemas e difícil de governar, desabafa: "Até agora passamos fome, sede, frio e maus tratos; não temos lugar certo para morar; e nos esgotamos trabalhando com nossas próprias mãos. Somos amaldiçoados e abençoamos; perseguidos e suportamos; caluniados e consolamos. Até hoje somos considerados o lixo do mundo, o esterco do universo". (1Cor. 4,11-13).
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Na segunda carta aos mesmos Corintios, o mesmo apóstolo conta os perigos que teve de enfrentar no cumprimento de sua missão: "...fadigas, prisões, açoites, perigos de morte, flagelações, apedrejamentos, naufrágios, perigos nos rios, perigos dos ladrões, dos irmãos de raça, dos pagãos, perigos na cidade, no deserto, no mar, perigos por parte dos falsos irmãos.
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Mais ainda: morto de cansaço, muitas noites sem dormir, fome e sede, muitos jejuns, com frio e sem agasalho. E com todos estes contratempos, a minha preocupação responsável é a atenção que tenho por todas as igrejas. Se é preciso gabar-se, diz ele, "é de minha fraqueza que vou me gabar". (2Cor. 11, 21-30)
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E o apóstolo continua contando outras peripécias de sua vida como evangelizador, as graças que recebeu de Deus, dando aos coríntios, com  suas palavras, uns bons puxões de orelha. Mas, ele chora, desespera, desanima e desiste diante de todos estes percalços na missão que lhe foi confiada? Muito pelo contrário! Veja o que ele diz: "Eu estou cheio de consolo, transbordo de alegria em todas as tribulações"! (2Cor. 7,4).
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Assim foi como os profetas de todos os tempos, assim é hoje e será no futuro. Mas, não seja você o agente de desabafos azedos contra os seus sacerdotes, nem coloque lenha neste fogo que não é de amor e caridade. A melhor coisa, no caso, é o silencio diante de quem fala mal e enterrar na sepultura  do esquecimento o que se ouviu e rezar pelos que tem brasas na língua, porque o de que eles precisam muito é da nossa oração e compreensão.
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Por isso, se você ouvir alguém falar mal de um sacerdote, não se assuste, não se espante, não se escandalize; houve uma pessoa santíssima, Jesus, e outras como o apóstolo Paulo que também foram mal falados, caluniados, perseguidos e até mortos. Hoje, graças a Deus, vivemos tempos melhores. Mas, diante do que sofreram Jesus e o apóstolo Paulo e tantos outros, a gente fica até envergonhado.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

O que o apóstolo Paulo falou?

Padre, hoje o senhor falou demais...

Não poucas vezes, eu me entusiasmo em meus sermões avançando um pouco além do tempo regular, ultrapassando com isso, os sessenta minutos da celebração de uma Santa missa.
Grande é minha decepção e certa tristeza quando no final da celebração ou algumas horas depois, alguém vem me dizer: Padre, hoje o senhor falou demais...
Consola-me, entretanto, a leitura dos
Atos dos Apóstolos 20,9-7-12:
-Num domingo à noite, um grupo de cristãos estava reunido com o apóstolo Paulo para celebração da Eucaristia. Paulo promulgou o discurso até meia-noite enquanto seus ouvintes uns elogiavam, outros cochilavam e outros dormiam. Um desses últimos, de nome Eutico, estava sentado na beira de uma janela, acabou adormecendo durante o prolongado discursso de Paulo; vencido finalmente pelo sono, caiu do terceiro andar para baixo. Aí todos acordaram e houve grande alarido. Quando o levantaram, estava morto. Paulo também desceu, inclinou-se sobre o jovem e abraçando-o disse: Não se preocupem porque está vivo. Subiu novamente, celebrou a missa e ainda ficou conversando até a madrugada com eles, e depois partiu.
Quanto ao jovem, o levaram vivo, e sentiram-se muito confortados. -
O que o apóstolo Paulo falou? Não se sabe, não foi escrito. Provavelmente os ouvintes estavam sonolentos e nada guardaram do que disse o apóstolo; nem o próprio Lucas, o autor dos Atos dos Apóstolos.

domingo, 16 de outubro de 2011

Por que os padres não se casam?

Eu respondo: porque os padres, verdadeiramente padres, têm um coração tão grande para amar que uma só família não basta, sobraria muito lugar e eles não poderiam ser felizes.
Eles são felizes assim como são, e há sempre um lugar para todos em seu coração.
A cada sacerdote Jesus faz a pergunta que fez a São Pedro: Você me ama mais do que os outros? Então vem e segue-me.