Deus nos escolheu e nos constituiu continuadores de sua vida e de sua obra. Louvado seja Deus!

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quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Maria dá ao mundo Cristo, nossa Paz.

1 - "A obra da libertação e salvação da humanidade é realizada por Cristo. Mas foi graças a Maria, sua mãe que o Filho de Deus pôde vir ao mundo como verdadeiro homem". Não foi ela que nos redimiu, mas foi ela que nos trouxe o redentor.

 2 - A festa de hoje é de "Maria, Mãe de Deus", mas as leituras chamam a nossa atenção para o "filho de Maria" e para o "nome do Senhor", mais do que Maria.

3 - Maria participa em silêncio do mistério deste filho nascido de Deus.

4 - Essa atenção preponderante sobre o "Filho", não reduz o papel da Mãe; Maria é totalmente Mãe porque esteve em total relação com o Cristo; por isso, honrando-a, o Filho é mais glorificado.

5 - Quanto ao título de Mãe de Deus, que não é apenas um título de honra, mas de verdade, exprime a missão de Maria na história da salvação, que está na base do culto e da devoção do povo cristão, uma vez que Maria não recebeu o dom de Deus só para si, mas para levá-lo ao mundo.

6 - O significado etimológico do nome "Jesus" que  quer dizer "Deus salva", nos mostra a razão porque veio Jesus: ele veio para nos salvar, veio para salvar todos, sem exceção. Ele nasce para ser a nossa salvação libertando-nos da escravidão do pecado, pagando o preço com o seu sangue e a sua vida na cruz do Calvário.

7 - Jesus é em todo o seu ser a perfeita bênção de Deus, o dom de salvação e de paz para todos; em seu nome somos salvos.

8 - Mas essa oferta de salvação que o homem pode aceitar, mas também infelizmente recusar, vem por Maria , e ela a apresenta ao povo de Deus como outrora aos pastores.

9 - Maria que deu a vida ao Filho de Deus, continua a apresentar aos homens a vida divina. É por isso considerada mãe de cada homem e mulher que nasce para a vida de Deus.

10 - Maria sempre Virgem, solenemente proclamada santíssima Mãe de Deus pelo Concílio de Éfeso em 431, para que Cristo fosse reconhecido, em sentido verdadeiro e próprio, Filho de Deus e Filho do homem.

11 - É em nome de Maria, Mãe de Deus e Mãe dos homens que hoje se celebra no mundo inteiro o "dia da paz": aquela paz que Maria, uma de nós, encontrou no abraço infinito do amor divino; aquela paz que Jesus veio trazer aos homens que creram e acreditam no amor.

12 - Em sentido bíblico, a paz - shalom - é o dom messiânico por excelência é a salvação trazida por Jesus, é a nossa reconciliação e pacificação com Deus.

13 - A fé em Cristo, paz entre Deus e os homens mutuamente, mostra-se claramente na parte que devemos tomar nos esforços da humanidade pela paz do mundo, paz que merece que se dedique a vida para buscá-la e obtê-la. (Missal dominical).

14 - A Igreja tem pregado com insistência o anúncio da paz de Deus, baseada na verdade, na justiça , no amor e na liberdade que são, como dizia o Papa João XXIII, os quatro pilares da casa da paz aberta a todos. A paz, como disse alguém, é a "tranquilidade da ordem". 
Tenhamos a paz de Deus em nossos corações e em nossas famílias e sejamos seus distribuidores. Os que promovem a paz são filhos de Deus.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Feliz Natal!

Cercamos de muita poesia a festa do Natal de Jesus. As cidades se enfeitam, as casas também. Com a arte de que cada qual é capaz, monta o seu presépio. Isto é bom!
Mas, o primeiro Natal, lá na gruta de Belém, não foi bem assim. Sim, os anjos compuseram um verso e o cantavam repetidas vezes aos pastores: "Glória a Deus no mais alto dos céus, paz na terra aos homens por ele amados!" 
Podemos imaginar as emoções de Maria e José naquela noite: - Onde nascerá o menino?
- Acabaram numa gruta. Tristeza! Ninguém virá adorá-lo? - Sim, vieram os pastores...Lágrimas enxugadas. - Só eles? Ninguém mais? - Parece que não.
A ninguém Maria e José declararam: - O menino que nasceu é o Salvador do mundo, o Filho de Deus! 
- Ninguém iria acreditar. Iriam até zombar.
Mas, alguns dias depois, veio gente importante do Oriente para adorá-lo e ofertar-lhe presentes. Que alegria!
A Mãe guardava tudo em seu coração. Mas, na mesma noite, um aviso:
- Fujam para o Egito! Herodes quer matar o menino! - Que tristeza, quanta angústia e quantos sobressaltos.
Assim foi a vida de Jesus, o "Deus de amor que pobrezinho nasceu em Belém". Jesus nasceu para ser vítima de expiação, pelos pecados da humanidade, no altar da cruz.
Em Belém, aos cantos angélicos de "Glória a Deus", esta vítima começa a ser preparada. Maria, sua Mãe, participava ativamente dessa preparação.
A salvação que Jesus trouxe não deve ser por ninguém menosprezada. O seu preço foi alto!
É necessário que vejamos o lado doloroso do Natal. Para a humanidade, sim, é festa de grande alegria: a salvação chegou!  Mas, para Jesus e Maria, inicia-se um longo calvário de 33 anos, até o desfecho final da Sexta-Feira Santa e da sepultura, mas também da ressurreição!
Por isso, Feliz Natal!

domingo, 8 de dezembro de 2013

Maria

foi o primeiro sacrário vivo da divindade. Ela trazia em seu seio, sob os véus da humanidade o próprio Filho de Deus.





Segundo Domingo do Advento.
Imaculada Conceição de Maria.

domingo, 1 de dezembro de 2013

Jesus vem para salvar.

Tempo de Advento. Tempo da chegada de Jesus que veio uma vez, continua vindo e um dia virá pela última vez. 
Tempo de Advento, tempo de preparar a vinda insistente de Jesus, que não se cansa de bater à porta de muitos corações que insistem em não abrir. Porque será? Não dar atenção a Jesus que bate à porta do coração de cada um e não lhe dar entrada...Alguma razão deve haver. Talvez dentro dele não caiba mais um. Se a casa do coração estiver lotada com os demônios da soberba ou do orgulho, da avareza ou da luxúria, da ira, da inveja ou da preguiça com todos os seus filhotes, aí está a resposta porque não cabe mais um, porque este um que é Jesus quer ocupar toda a casa e torná-la, com sua presença, limpa, luminosa, perfumada, feliz.
Há quem aprecie viver no "lodaçal das paixões" porque não precisa se dar ao trabalho de se limpar, porque se sente bem assim, até o dia da sua transferência para a eternidade, onde, com os companheiros da mesma laia, viverá uma nauseante eternidade.
Advento, tempo de chegada do Senhor. Jesus veio, vem e virá. Veio uma vez em Belém, não se cansa de vir, porque há muito a fazer, mas um dia virá, que será pela última vez. Quem o aguardou, quem o esperou, será feliz. Os outros dirão: "Senhor, não foi em teu nome que profetizamos? Não foi em teu nome que fizemos tantos milagres?" Então Jesus lhes dirá: "Jamais conheci vocês! Afastem-se de mim, malfeitores!" (Mt 7, 22-23).
Parece que Jesus, com estas palavras duras, se dirige mais aos sacerdotes, sem descartar todo cristão, porque todos têm o dever de entrar na escola de Jesus, ouvir sua palavra de mestre e colocá-la em prática, porque "Quem ouve essas minhas palavras e as põe em prática é como um homem prudente que construiu sua casa sobre a rocha...Por outro lado, quem ouve essas minhas palavras e não as põe em prática é como um homem sem juízo que construiu sua casa sobre a areia..." (Mt, 7, 24-27).
Não devemos ser cristãos só para gasto próprio; não devemos ser como abelhas que fabricam o mel para o próprio consumo. Devemos produzir frutos em boas obras para que também outros os consumam, e eles também façam o mesmo, num intercâmbio fraternal.
Advento foi ontem, advento é hoje, advento será amanhã. Sem dúvida, antes do último advento de Cristo nós faremos o nosso advento-chegada aos pés de Deus. E daí? O futuro eterno depende agora de nós. Com a vida não se brinca.
"Não se iludam, diz o apóstolo Paulo, pois com Deus não se brinca; Cada um colherá aquilo que tiver semeado. Quem semeia nos instintos egoístas, dos instintos egoístas colherá corrupção; quem semeia no Espírito, do Espírito colherá vida eterna. Não nos cansemos de fazer o bem; se não desanimarmos, quando chegar o tempo, colheremos. Portanto, enquanto é tempo, façamos o bem a todos,especialmente aos que pertencem à nossa família na fé". (Gl 6, 7-10).

domingo, 10 de novembro de 2013

Domingo, dia do Senhor - (Lc 20,27-38)

"Os casais que se casam com as bênçãos do Senhor são verdadeiramente unidos e, após a separação pela morte, lá no céu se reencontrarão, na ressurreição, unidos agora com o amor de  irmãos". 
 (Monsenhor Estanislau) frase da homilia.

O amor, se é verdadeiro

nunca acaba. Se um dia acabar, não foi verdadeiro, foi qualquer outra coisa, menos amor. O casal que se separa dizendo que o amor acabou está confessando sua ignorância a respeito; fizeram da sua vida até então uma brincadeira inadmissível em pessoas adultas. O amor verdadeiro, o que vem de Deus, e é somente este o que devemos admitir entre os seres humanos, este amor, garante-nos o apóstolo Paulo, jamais passará.

Os protestantes

não aceitam a intercessão de Nossa Senhora, nem dos anjos e dos santos, mas aceitam a dos pecadores.

Se vivermos a nossa vida

sob o constante olhar de Deus que é Pai e nos ama, e se soubermos que, a qualquer instante Ele pode nos chamar, a morte não nos assustará, nem nos causará surpresas. Vamos ao encontro do Pai.

Precisamos ser uma comunidade

que a ninguém escandalize, uma comunidade que se entende, que trabalha unida, uma comunidade cujos membros se amem ternamente e que depois das obrigações familiares e profissionais colocadas logo depois das obrigações para com Deus e os interesses que devem ser também nossos, nos empenhemos no bem estar da Igreja -Reino de Deus- e no seu desenvolvimento: a evangelização e o preparo adequado das pessoas para esta missão o bem material e sobretudo espeiritual, a salvação de todos, a glória de Deus.

Falamos em união das Igrejas cristãs,

mas nós mesmos, cristãos católicos, leigos e também padres, andamos tão desunidos!
Como vamos pregar o ecumenismo se não o vivemos entre nós? Ousadia descabida! Pretensão ambiciosa! A Igreja Católica é Igreja de Jesus Cristo, mas nós, os seus membros, pela falta de entusiasmo pela santidade, dificultamos a sua caminhada.

Antes de querer mudar os outros

mude-se primeiro você a sí mesmo. Assim o trabalho fica mais fácil quando os outros perceberem que você está enxergando bem tendo tirado todas as traves dos seus olhos. Assim verá os defeitos dos outros não distorcidos ou aumentados, mas em toda a sua clareza e perceberá que são leves palhas que os outros deixarão você tirar de seus olhos porque você enxerga bem e lhe serão gratos por isso.

Conhece-se a honestidade

de um governo pelos impostos que cobram do povo, pela simplicidade de vida dos próprios governantes e pelo bem estar do povo.

A eternidade para nós já começou

e dia a dia vamos formando a sua textura. O que queremos nós? Uma eternidade feliz na companhia de Deus ou uma eternidade infeliz longe dele? Pensemos muito bem no rumo que damos à nossa vida. Em outros assuntos procuramos tomar sempre o rumo certo. Seria tremenda loucura não fazermos o mesmo em assunto tão sério como é o da nossa salvação.

Jesus veio para nos dizer a todos

que Deus é nosso Pai também, que nos adotou como filhos, e por isso pede que vivamos na paz, fruto do verdadeiro amor que encontra a sua felicidade fazendo felizes os outros. Procedendo assim, diz-nos Ele, vocês estarão demonstrando que me amam o que me deixa muito feliz.

A nossa Igreja é essencialmente

comunhão, isto é, Eucaristia. É por causa da Eucaristia que a Comunidade se reune. Não é membro efetivo dela quem da Eucaristia não participa com as devidas condições. Quem participa deve já ter chegado ao início do desprendimento total de si mesmo, despojando-se de tudo o que divide, mas dividindo com os outros tudo aquilo de bom que tem.

Deus é generosíssimo

na recompensa a seus filhos e filhas. Fazemos o menor bem a alguém que não nos custou lá muito esforço e Deus o avalia como pedrinha, sim, mas preciosa, e de grande valor e paga por ela uma fortuna. Por um pouco de sofrimento suportado por seu amor, um pêso de glória. 
É evidente que devemos servir a Deus por amor e não esperando recompensas, mas, mesmo assim, Deus, na sua generosidade desmesurada, quer que saibamos que vai recompensar aqueles que O amam. "Os olhos jamais viram..."

Como vamos testemunhar aquele

e aquilo que não vemos? Só lemos! Só ouvimos falar! Como acreditarão em nossa pregação se não fomos testemunhas oculares e de ouvidos daquele que anunciamos e da sua  mensagem? Esta pessoa e esta mensagem não podem ter sido deturpadas no trajeto de quase 2.ooo anos desde a sua origem até nós? A própria história humana às vezes tem falhas!
Ou Deus acompanha cada pregador sincero do Evangelho - e, sem dúvida Ele o faz - ou, na Comunidade dos que creem Ele estabelece uma autoridade à qual dá perene assistência - e isto Ele o fez quando disse: "Ide...anunciai...Estou convosco todos os dias"...E a Pedro, em especial: "apascenta meus cordeiros e minhas ovelhas...tú és Pedro... as portas do inferno não prevalecerão...tudo o que ligardes ou desligardes na terra será confirmado no céu".

sábado, 2 de novembro de 2013

Homem terrestre - Homem celeste.

Jesus veio nos mostrar e provar que o homem terrestre que somos pode subir à condição de homem celeste. Nestas palavras está embutida a ideia de ressurreição.
Naturalmente voltamos à terra e ali o nosso corpo se desfaz e, ponto final, assim pensam muitos. Tal desfecho da vida seria dramático para o homem que é um ser racional e, por ser racional, não admite o aniquilamento total.
No Antigo Testamento não se pensava em ressurreição, mas pensava-se que uma pessoa, ao morrer, deixando seu corpo, ia para determinado lugar onde se encontravam já seus pais e antepassados. Deste lugar nada se sabia  senão que lá estavam as pessoas que morriam na amizade de Deus.
"Acreditava-se no lugar chamado 'Sheol', sombria mansão dos mortos, onde não se podia louvar a Deus. Todavia, aqui e ali, nos Salmos, encontram-se aspirações que são como que antecipação de uma vida feliz, junto de Deus". (Dic. Bíblico A. Vincent).
Podemos ir nos transformando agora em pessoas celestes se fizermos o nosso corpo participar na prática do bem, do que é certo, justo e agradável a Deus.
Como ressuscitam os mortos?
Com que corpo?
Eram perguntas que faziam ao apóstolo Paulo, e ele respondia, primeiro com imagens que conseguem dar uma vaga ideia. Mas havia uma certeza: não podemos ressurgir assim como somos, é necessária uma transformação. Se alguém quer saber mais do que isto, a fé lhe diz: Por nossa solidariedade com Adão no pecado, herdamos a corrupção; mas por nossa solidariedade com Cristo, teremos a sua vida, vida que não acaba.
Jesus é agora o homem celeste e este é o nosso destino. Seremos como ele, ressurgiremos como ele, com um corpo glorioso como o seu.