Deus nos escolheu e nos constituiu continuadores de sua vida e de sua obra. Louvado seja Deus!

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quarta-feira, 25 de julho de 2012

"A floresta precede os homens e o deserto os segue".



(Chateaubriand 1768-1848)

Homilia - Deus é amor.


Foi assim que o apóstolo e evangelista S. João definiu Deus que é uno em natureza, mas trino em pessoas. Deus é aquele que é, aquele que está sempre conosco, mas a sua essência é amor. O amor em Deus implica eu diria, na necessidade de mais pessoas em Deus, para que estas pudessem transvasar uma na outra o seu amor infinito para poderem ser infinitamente felizes. As três pessoas divinas são necessárias e suficientes para transbordarem uma na outra todo seu amor. O amor não pode ser estático. O dinamismo faz parte da sua essência. Deus ama porque é bom e o bem é difusivo por natureza. "Et bonum est diffusivum sui." O amor das três pessoas divinas seria suficiente para dar ao amor, sentido pleno. Mas, a Trindade não se conteve: quis transbordar o seu amor nas criaturas, obra de suas mãos. E aí vieram os anjos, o universo material tirado do nada e, no pequenino planeta terra, o homem e a mulher criados à imagem e semelhança de Deus. Eles foram feitos para participarem da felicidade divina e serem seus comensais. A prova de amor e fidelidade a Deus era necessária. O homem e a mulher não deveriam ceder à tentação de quererem ser como Deus e de pensar que tudo o que eram e tinham no corpo e na alma, era conquista sua. A tentação, embora grande, era vencível, mas como os anjos rebeldes, também Adão e Eva pecaram. Nos anjos maus não houve arrependimento, empederniram-se em seu orgulho e soberba e já não houve mais possibilidade de um lugar para eles no céu. O seu orgulho, ódio e rancor contra Deus que sabiam ser bom e compassivo, sempre pronto para perdoar e misericordioso porque amoroso, criaram o inferno, mais um estado de espírito que um lugar. Deus não os afastou, mas foram eles que livremente se afastaram de Deus porque não podiam mais olhar para Ele com bons olhos. No inferno os condenados, autocondenados se encontram tornando-o lúgubre e tétrico, medonho e infeliz, horrendo e fétido, asqueroso e malvado. Adão e Eva, ao contrário, deram "chances" ao perdão de Deus, embora nem um nem outro quisessem assumir a responsabilidade da culpa. Nos anjos maus, a tentação brotou do seu coração. Em Adão e Eva, a tentação veio de fora, do anjo mau, "homicida desde o princípio". A transgressão do preceito divino por parte dos nossos primeiros pais, exigia punição e reparação. Mas, como reparar ofensa e ingratidão tão grandes, pecado tão profundo que atingiu o mais íntimo do ser de nossos progenitores? Foi essa natureza humana, assim viciada que herdamos. Mas Deus é amor. Adão e Eva admitiram e reconheceram o seu erro, mas não admitiram nem reconheceram a sua culpa, foi o suficiente para que Deus amaldiçoasse o tentador e formulasse a promessa: "Porei inimizades entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Ela te esmagará a cabeça e tu tentarás morder-lhe o calcanhar". (Gen. 3,15), e o necessário castigo: Adão comerás o pão com o suor do teu rosto, a terra te será hostil. Eva, darás à luz em meio a dores e viverás sob o domínio do teu marido. E aos dois: lembrem-se que são pó e ao pó voltarão". (Gen. 3, 16-19). O diabo conquistou o coração do homem, venceu-o com a tentação, mas outro homem, descedente de Adão e Eva haveria de dar o revide, tirar o homem pecador das mãos do vitorioso tentador, mas este homem não poderia ser um simples homem por mais justo e santo que fosse, e o demônio sabia disso e, por isso, sentia-se plenamente vitorioso, achando que para o homem não haveria mais esperança de salvação.
Uma coisa jamais passou pela cabeça do tentador vencedor: que o Filho de Deus se fizesse homem, assumisse a culpa do homem pecador e assim o redimisse e o salvasse e tivesse-o de volta. Subirei ao mais alto dos céus, pensou o anjo rebelde, quero ser livre, independente, quero ser Deus, não quero depender de ninguém e a ninguém prestar contas. Jesus, ao contrário, "humilhou-se e se fez obediente até a morte de cruz..." "Não havia nele aparência humana, tão desfigurado estava; parecia um verme e não um homem" (Filip. 2,8), (Isaías 53, 2-3). Mas antes de sua paixão, Jesus providenciou um meio e um modo de ficar conosco até o fim dos tempos: Ele inventou a Eucaristia; e como nós precisávamos deste alimento!
 "Quem come minha carne e bebe meu sangue tem a vida eterna, e eu lhe prometo que o ressuscitarei no último dia" (Jo. 6,54), (Lc. 22,19). Na última ceia, Jesus mostrou aos seus apóstolos de uma maneira bem prática como isto haveria de acontecer e lhes ordenou: "Façam isto em memória de mim até que Eu volte". A partir de então, Jesus passou a ser recebido pelos seus fiéis sob as espécies do pão e do vinho que os apóstolos e seus sucessores escolhidos e legitimamente consagrados abençoam, colocando-se ao dispôr de Cristo para que deles se sirva como de instrumentos. E Jesus, numa entrega total de amor, fica lá onde o deixarmos. Ele fica nos sacrários recebendo visitas ou abandonado, esquecido. Por amor Ele até aceita ser ultrajado e profanado. Mas Ele fica! E a luta entre o amigo e o inimigo do homem continua até o dia do juízo final. O homem é livre, ele deve fazer a opção. Conhecedor de tudo o que Jesus fez por ele, "humilhando-se até a morte e morte de cruz" e sabedor de que o demônio quer a sua desgraça, o homem não tem por que duvidar na escolha. Mas o homem é fraco e pode se deixar seduzir facilmente pelo tentador que lhe oferece vantagens imediatas, porém ilusórias, enquanto Jesus diz: "Quem quer ser meu discípulo, renuncie-se a si mesmo, tome a sua cruz todos os dias e siga-me". (Mt. 16,24). Mas diz também: "Venham a mim vocês que estão aflitos sob o fardo e eu os aliviarei. Tomem meu jugo sôbre vocês e recebam minha doutrina, porque eu sou manso e humilde de coração e acharão o repouso para as suas almas. Porque meu jugo é suave e meu pêso é leve". (Mt. 11, 28-30). Jesus não desiste, mesmo que haja muitos que o não aceitem ou abandonem. Ele espera pelo seu arrependimento e volta dizendo que no céu haverá muita alegria com este retôrno. Mesmo que alguém se converta nos últimos momentos de sua vida, Jesus aí está para acolher, perdoar e dizer: "Hoje mesmo estarás comigo no paraíso". (Lc. 23, 43).
Ninguém deve desprezar o amor de Deus. Ninguém deve desconfiar da sua bondade e do seu perdão.

Deus precisa de nós.

Assim como precisou de Abraão, Moisés, de Elias e Eliseu, de Isaías e Jeremias, de Ezequiel e Daniel, de Joel, de Habacoc, de Zacarias, assim como precisou da Virgem Maria e São José; assim como precisou dos apóstolos de ontem, de hoje e de amanhã para enviá-los a todo mundo.
"Deus que te criou sem ti, sem ti não te salvará". (S. Agostinho)
A salvação nossa e da humanidade é uma obra solidária. Trata-se de caminhar juntos, de mãos dadas, rumo ao Reino dos Céus.

Ver Deus

A cada dia que passa, mais perto eu estou de me encontrar pessoalmente, face a face com Deus.

O sacerdote deve ser um adorador perene da Eucaristia.

Receber Jesus no coração pela santa Comunhão e não lhe dar atenção, é uma enorme falta de educação; sinal de uma enorme falta de fé na presença real de Jesus, no Pão consagrado que se recebe. Por isso, alerta o apóstolo São Paulo:
- Examine-se cada um e veja como está recebendo a pessoa de Jesus, o Senhor. Não aconteça que, recebendo-o indignamente, coma e beba a própria condenação.

O sacerdote deve ser o guardião da Eucaristia, ele deve morar perto dela.
Jesus Eucarístico, precisa sentir-se seguro.

"O ímpio pede emprestado e não devolve, mas o justo é generoso e dá esmola"

O homem verdadeiramente homem, é senhor das suas paixões.

O homem é verdadeiramente homem, quando sabe dominar e orientar com acêrto seus instintos e paixões e procura ser compreensivo e perdoar, promover a paz e ser humilde, amar o trabalho e cumprir o seu dever, ter uma boa e justa apresentação, ser desapegado, moderado e alegre.

Ilusão das riquezas.

"Por que temer os que confiam nas riquezas e se gloriam na abundância de seus bens?
Ninguém se livra de sua morte por dinheiro, nem a Deus pode pagar seu resgate. A isenção da própria morte, não tem preço, não há riqueza que a pessoa adquira, nem dar ao homem uma vida sem limites e garantir-lhe uma existência imortal.
Morrem os sábios e os ricos igualmente; morrem os loucos e também os insensatos, e deixam tudo o que possuem aos estranhos; os seus sepulcros serão sempre as suas casas...mesmo se deram o seu nome a muitas terras.
Não dura muito o homem rico e poderoso; é semelhante ao gado que se abate".
(Sl. 48 (49), 6-13)

Maria é nossa mãe na Ordem da Graça.

Nós não duvidamos disto. Ela é mãe dos santos e dos pecadores e se preocupa mais por estes do que por aqueles. Maria é também mãe dos drogados, mãe dos viciados, mãe dos traficantes, mãe dos assaltantes, mãe dos ladrões e assassinos que, todos, consequentemente, são nossos irmãos e irmãs.
Como é que Nossa Senhora olha para essa gente?  Como é que nós devemos olhar?
Com os olhos dela!
O que ela quer que façam,os por eles?

Deus nos fez diferentes uns dos outros.

No céu não falaremos porque a linguagem será desnecessária, uma vez que veremos e sentiremos os pensamentos uns dos outros sem confusão. Então, para que servirão as cordas vocais? - Para cantar, a milhares de vozes os louvores de Deus, a sua grandeza, a sua bondade, a sua misericórdia, o seu amor, pelos séculos sem fim.
Deus nos fez diferentes uns dos outros porém afinados segundo o seu diapasão para que, executando cada qual a sua missão, mas unidos, formemos uma bela harmonia.

Maria.

"A mais pura manifestação da Santidade de Deus refletida numa pessoa humana".
(Luciano Duarte).

"A alegria serena, é uma virtude, iluminada pela fé, fruto da familiaridade com o Senhor na Eucaristia!"

Os hospitais são santuários da saúde.

Neles deve reinar o respeito, o silêncio. Os médicos são os sacerdotes que restauram os santuários abatidos, alquebrados, machucados, fraturados, atingidos por inúmeras doenças; santuários que são os corpos humanos. Todas as outras pessoas, dos enfermeiros até as que fazem a limpeza, colaboram silenciosamente, direta ou indiretamente no restauro destes santuários, obra das mãos de Deus.
                         


O trabalho que se realiza nos hospitais, é divino.

Vida - Obra de arte.

Precisamos fazer da nossa vida uma obra de arte, caprichando ao máximo na perfeita execução dos nossos deveres e de tudo o que fazemos. As dores, angústias, tristezas, venham elas de onde vierem, sim, são sombras na nossa vida, mas saibamos utilizá-las para realçar a obra de arte que vamos fazendo. Ninguém pode substituir-nos na execução desta obra, dado que cada qual deve estar empenhado na realização da sua própria. É verdade que podemos e devemos influir no embelezamento da obra artística de outros. Esta atitude embeleza também a nossa. Mas a obra tem que ser nossa, tem que levar a nossa marca, tem que ser uma coisa original, tem que levar as nossas características peculiares que nenhum outro tem.
No fim da nossa vida, apresentaremos a nossa obra de arte a Deus para ser por Ele admirada e colocada na sua galeria para visitação dos anjos e santos.

Oxalá possamos ouvir:



                                         
  "Muito bem, servo bom e fiel"!

Religião em primeiro lugar.

É necessário colocar mais religião na vida para que a vida tenha sentido e seja gostosa de viver no seu verdadeiro sentido. Do contrário, a vida será uma busca do material imediato, prazeroso, descartável, insaciável.

Perfeição.

Quanto mais as pessoas se elevam em perfeição, tanto mais próximas entre si elas estão.

Ideal da Paróquia Renovada.

1- Ela é evangelizadora pela palavra e pelo exemplo.
2- Ela é comunidade de comunidades.
3- Formadora de pessoas.
4- Educadora da fé.
5- Encarnada na realidade.
6- Integrada à Igreja Particular.
7- Celebra a vida.
8- Organizada.
9- Participativa.
10- Corresponsável.

"Esta é a vitória que derrota o mundo: a nossa fé."

(Bartolomeu, Patriarca Ecunênico de Constantinopla).

"A missão de evangelização da Igreja, não se cumpre com estratégias feitas a partir de planificação das cúpulas."
Como primados ortodoxos, temos um grande tesouro nas nossas Igrejas, que são as almas dos simples, "taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos." (Ap. 5,8).
As pessoas simples, aqueles que oferecem anônimamente o martírio, são o grande e interminável tesouro que devemos usar adequadamente para a reforma das nossas Igrejas, porque "esta é a vitória que derota o mundo: a nossa fé."

"Quem tem minhas palavras e delas faz pouco caso, terá quem o julgue no último dia". (Jo. 12,48).

sábado, 14 de julho de 2012

Devo por isso, cumprir o meu dever.





"Quantas vezes assistia a Matinas com vertigens e fortes dores de cabeça. Ainda posso andar, costumava dizer; devo, por isso, cumprir o meu dever".
(Santa Teresa do Menino Jesus).