Deus nos escolheu e nos constituiu continuadores de sua vida e de sua obra. Louvado seja Deus!

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domingo, 25 de novembro de 2012

Um verdadeiro Cristão, está sempre exposto às feras.








(Raissa Maritain)

Homilia - Jesus Cristo Rei do Universo.

1 - Em que consiste a realeza de Jesus Cristo? - Jesus se apresenta como rei, mas diz que o seu reino  não é deste mundo. Este reino começa a edificar-se aqui, mas não faz nunhuma concorrência com os reinos da terra. Jesus cuidou muito para que não se desse uma interpretação política à sua missão. Mas ninguém, nem os próprios apóstolos entenderam estas palavras de Jesus, tanto que por diversas vezes quiseram fazê-lo rei, mas Jesus sempre se esquivou. Depois da ressurreição de Jesus, momentos antes de subir ao céu, os apóstolos ainda lhe perguntam: "Senhor, é agora que ides restaurar o reino de Israel? "Jesus não dá resposta direta. Apenas pede-lhes que aguardem a vinda do Espírito Santo, e aí eles cohecerão toda a verdade, e o mesmo Espírito Santo haverá de lhes dizer o que espera deles e o que vão fazer. (At. 1, 6-8).
2 - O reino de Jesus é um reino diferente dos  reinos do mundo. Jesus é rei porque é o salvador da humanidade e o seu único mediador, e todos são chamados a participar de sua vida divina e entrar em sua família, em sua casa. Para que isto aconteça, uma vez que o homem se separou de Deus pelo pecado, Jesus assume a reconciliação, o que ele faz derramando seu sangue pelos súditos e convida-os a morar em sua casa para sempre. Como será a nossa vida em sua casa? - É uma surpresa. O apóstolo Paulo nos diz: "Os olhos nunca viram nem os ouvidos ouviram, nem o coração humano imaginou o que Deus tem preparado para aqueles que o amam". (1 Cor. 2, 9).
3 - Jesus é um rei que quase nada pede aos seus súditos, mas quer lhes dar tudo a que anseia seu bom coração, e ainda mais. Ele apenas pede que o sigamos com fé na sua palavra, na certeza de que não seremos enganados. O ser humano é livre, e Jesus quer que todos aceitem com confiança plena as suas propostas para participarem do seu reinado. Claro, o ser humano pode não aceitar o convite, mas aí vai sofrer as consequências de sua decisão. Longe de Deus, ninguém é feliz.
4 - Cristo é rei para criar um povo real, livre de qualquer servidão, para purificá-lo e elevá-lo. Cristo é rei, libertador e salvador do homem todo e de todos os homens. - Na expectativa de que as promessas divinas se realizem, os discípulos de Cristo, os cristãos, devem trabalhar na preparação da humanidade, esforçando-se para que todos se respeitem uns aos outros e saibam dialogar e viver na fraternidade e na paz.
5 - O profeta Daniel nos diz que o povo de Deus, que é o povo dos santos, recebe o poder, entra na posse do reino depois de ter passado através da perseguição (Dn. 7, 25). Jesus, o Filho do Homem, depois de ter passado pela paixão, se apresentará nas nuvens do céu e será investido de todo poder (Mt. 26, 64 e 28,18). O mesmo destino é reservado ao povo dos santos, isto é, aos cristãos. (Mt. 24, 9 - 13). O reino de Jesus, não é um reino deste mundo, por isso, ele não é uma ameaça para os governos. A Igreja não foi feita para tomar o lugar dos poderes deste mundo, mas para agir como fermento e melhorá-los. 
Que Deus nos faça instrumentos da sua paz. (Missal Dominical).


A maternidade de Maria.

É um monumento vivo da onipotência divina. Maria foi mãe de Jesus sem perder a virgindade. Teriam Maria Santíssima e São José reduzido a pó este milagre tendo outros filhos? Assim pensam os protestantes. Maria teria sido virgem antes do parto e no parto, não porém depois do parto, tornando-se então uma mulher como as outras, mãe feliz de muitos filhos.

"Não vemos as pessoas como elas são mas sim como nós somos".

(Talmude)

Fé.

"Minha mãe era, e continua, católica praticante, meu pai era agnóstico; eu deixei a fé no bolso da minha última fatiota de calça curta e nunca mais encontrei."
(Luiz Fernando Veríssimo)

Democracia representativa e participativa.

"Na representativa os cidadãos apenas votam e transferem aos eleitos a total responsabilidade pelos destinos da comunidade. Na participativa, os eleitos e os cidadãos compartilham essa responsabilidade".

 

Criminosos.

É a sociedade que produz os seus próprios criminosos e, portanto, todos são culpados por isso. Não são os criminosos que devem ser eliminados, mas é a sociedade que precisa reconhecer os seus erros e mudar.

A violência.

De uns anos para cá está banalizada. Hoje as pessoas sentam na frente da tevê, com sua cervejinha e vêem alguém sendo morto de verdade como se estivessem assistindo a um filme de ação. A mídia pode incentivar a violência. Há uma regra adotada entre jornalistas e também seguida por policiais, de não noticiar suicídios. Já está provado científicamente que publicar notícias sôbre pessoas que tiram a própria vida encoraja outros a fazer o mesmo". (Gaz. do Povo - 08/12/002)

"A morte é o lugar de encontro de todos os mortais". (Jó, 30, 23)

Homilia - As últimas realidades.

1 - "O cristianismo é todo ele escatologia". A palavra "Eskhata" significa últimas coisas,e Eskhatologia é o estudo das últimas coisas. E quais são estas últimas coisas? Estas últimas coisas são quatro: morte, juízo, inferno e paraíso. Com a morte acontece a escatologia individual. A escatologia absoluta acontece com o fim do mundo. O desfêcho final da vida de uma pessoa é a morte. O mundo também terá o seu desfêcho quando chegar ao fim. Quando isto será? Não sabemos. Sabemos que um dia vamos morrer, mas não sabemos como, quando, e onde. Sabemos que a morte não é o ponto final da nossa vida, mas o ponto de passagem. Como será a nossa vida depois da morte corporal? Depende de como levamos a vida aqui agora. Jesus, nos santos Evangelhos nos indicou o caminho a seguir. É por ele que devemos ir para que a nossa vida terrena desemboque na eternidade feliz. "Para os que crêem, a vida não é tirada, mas transformada e, desfeito o nosso corpo mortal nos é dado no céu um corpo imperecível".
2 - O cristão constrói o futuro. Ele não espera que o futuro chegue do jeito que ele vier. Ele prepara o seu futuro do jeito que ele quer que seja, confiando nas promessas de Jesus, promessas que espera sejam realizadas. Quem em Deus confiou, jamais se enganou.
3 - A Igreja aí está para alertar as pessoas e a humanidade de sua grande responsabilidade perante Deus. As pessoas são livres e livremente devem escolher o caminho para a vida; caminho que nem sempre é fácil, não porém tão difícil de ser seguido, porque quem vai por este caminho, vai acompanhado por Deus e sente feliz a sua presença amiga que o ampara e não o deixa  cair quando sobrevêm a noite das provações.
4 - Ir por outro caminho que não seja o caminho da vida, embora pareça um caminho lisonjeiro, é perigoso e pode ser fatal se nele se persevera: é o caminho da morte e da condenação eterna. Para evitar este desastre é que o Filho de Deus se fez homem e morreu pregado na cruz.
5 - No Evangelho "Jesus nos fala de modo que saibamos viver os acontecimentos históricos na perspectiva de sua vinda". Vigiai e orai, recomenda Jesus. "Naqueles dias, depois das tribulações sofridas pelos seus seguidores, o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade, as estrelas estarão caindo do céu, os poderes que estão nos céus serão abalados. E verão o Filho do Homem, Jesus, vindo entre as nuvens com grande glória e poder. Então ele enviará os anjos e reunirá os eleitos de todos os cantos da terra...Quando virdes coisas extraordinárias acontecerem, sabei que Jesus está próximo.
6 - O que Jesus nos pede é que estejamos sempre preparados, isto é, em paz uns com os outros e com Deus, porque "o dia e a hora, ninguém sabe, nem os anjos no céu, somente o Pai". O profeta Daniel iluminado por Deus nos diz: "Os que dormem debaixo da terra despertarão, uns para a vida eterna, outros para a vergonha, para a reprovação eterna. Os justos resplandecerão com o resplendor do firmamento, e os que tiverem ensinado a muitos o caminho do bem, brilharão como as estrelas por toda a eternidade, para todo o sempre". (Dn. 12, 2 -3).
7 - "Nossa reunião terminará, mas não queremos que termine a nossa comunhão. Deus está no meio de nós e queremos que não nos deixe mais. Demos graças por tudo que nos fez, e desejemos que a esta ação de graças se unam todas as criaturas, e assim seja até a chegada do dia eterno de Deus". (Missal dominical).

Urgência do dízimo.

Dentre as doze tribos de Israel, a de Levi não pagava o dízimo, antes, o recebia das demais porque era a encarregada pelo culto e pelo cuidado da Casa de Deus, o templo. As outras onze tribos pagavam o dízimo que se destinava à conservação do templo, manutenção do culto e aos levitas e suas famílias. Naquele tempo eles ainda não tinham o compromisso missionário. Imagine-se o sentido e a urgência do dízimo hoje.

Missa.

Deve-se ir à Missa, não pela igreja, não tanto pelo povo que a frequenta, nem pelo padre. Deve-se ir à Missa pela Missa, que aqui, ali e em toda parte é o mesmo Jesus que se sacrifica e oferece. A fé deve superar todas as aparências.

Para certas pessoas...

A vida é feita de desnecessárias cabeçadas. Seria diferente se soubessem ouvir e acatar alguns conselhos.

Somos peregrinos do absoluto.

Não devemos parar nessa caminhada, mesmo quando fazemos uma festa ou participamos da sua alegria, não devemos esquecer que somos peregrinos e, portanto, não devemos parar. Devemos fazer com que estes momentos sejam santificados de modo a não perdermos tempo. Quem caminha livra-se de todo pêso inútil, só leva o essencial. Dos pêsos, o mais inútil e prejudicial é o pecado.

Recolhimento.

Devemos andar sempre num estado, numa situação, numa espécie de recolhimento.

Para Deus as primícias e não o que sobra, se é que sobra!

Homilia - A religião de quem dá sem medida.

1 - É mais fácil a gente dar do que tem, do que dar o que a gente é. Dar de comer a quem tem fome, dar de beber a quem tem sede, dar uns trocados a quem pede uma esmola, são obras de caridade fáceis. Jesus promete recompensar a quem as praticar, e outras semelhantes, como feitas a ele mesmo. "Tudo o que fizeres ao menor dos meus irmãos é a mim que o fazes" (Mt. 25, 40). É mais difícil a gente dar aos outros aquilo que a gente é. É evidente que se damos aos outros aquilo que a gente é, devem ser coisas boas e não ruins. O apóstolo Paulo escrevendo aos efésios (4, 31-32) diz as coisas que devemos evitar de dar aos outros porque são más: "Toda amargura, ira, indignação, gritaria e calúnia sejam desterradas do meio de vós, bem como toda malícia". Se estas coisas não prestam para os outros, também não prestam para nós e, para o nosso bem não convém guardá-las em nosso coração. Em seguida o apóstolo diz o que devemos dar aos outros: "Sede uns com os outros bondosos e compassivos. Perdoai-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo". É aí que a gente mostra aos outros o que a gente é. É aí que a gente se revela também a si próprio. As coisas boas que a gente deve ser, são resulatdo por vezes, de muita luta,  para se conquistar. Todos nós precisamos da caridade e da compreensão uns dos outros, porque se não precisamos dos outros, das obras de misericórdia corporais, precisamos todos das espirituais e entre estas últimas constam: Perdoar as injúrias e sofrer com paciência as fraquezas do próximo.
2 - Na carta aos Gálatas o mesmo apóstolo Paulo escreve (5, 19-22): "As obras da carne, ou as coisas ruins que não devemos transmitir aos outros, são: fornicação, impureza, libertinagem, idolatria, superstição, inimizades, brigas, ciúmes, ódio, ambição, discórdias, partidos, invejas, bebedeiras, orgias e outras coisas semelhantes". Estas são obras da carne, obras más, e a gente pode ser algumas dessas coisas, mas não deve dar essas coisas aos outros. Devemos nos esforçar para sermos bons, para dar aos outros as coisas boas que somos. A pessoa que se deixa guiar pelo Espírito Santo, recebe dele as coisas boas que são: caridade, alegria, paz, afabilidade, bondade, fidelidade, brandura, temperança". Quando damos um prato de comida, damos o que temos; se damos afabilidade, bondade, brandura, damos o que somos. O apóstolo Paulo conclui, dizendo que "os que são de Jesus Cristo crucificaram a carne com as paixões e concupiscências". Ele termina assim: "Não sejamos ávidos da vanglória. Nada de provocações, nada de invejas entre nós". (Gal. 5, 24-26).
3 - A viúva do Evangelho (Mc. 12, 38-44) que depositou no cofre do Templo tudo o que tinha - eram duas moedinhas,  isto é, um quadrante que era: "uma moeda de bronze de três gramas, equivalia a um quarto de asse ou dois leptos". Levando-se em conta que dezesseis quadrantes era o salário habitual por um dia de trabalho, e supondo que o salário de um dia fosse cem reais, a oferta que a viúva colocou no cofre do Templo, seria por volta dos seis reais, mas era tudo o que ela possuía. (Dicionário de Jesus e dos Evangelhos; Ed. Santuário). Jesus disse aos seus discípulos: "Em verdade vos digo que esta pobre viúva deu mais do que todos, todos, os que ofereceram moedas ao Tesouro do Templo, pois todos os outros deram do que lhes sobrava. Ela, porém, na sua pobreza, ofereceu tudo o que tinha, tudo o que possuía para viver". A doação que as duas viúvas, de Sarepta e a do Evangelho fizeram, eram sinal do que elas eram em seu coração: mulheres desprendidas, mulheres de grande fé e de grande confiança em Deus.
4 - No Evangelho, Jesus previne os seus discípulos para que não sejam como os escribas que gostam de aparecer, circulando com togas, gostam de ser saudados por todo mundo para que vejam que são benquistos, que gostam de ocupar os primeiros lugares nas sinagogas e lugares de honra nos banquetes. É um mau exemplo, sinal do vício do orgulho que não deve ser imitado por ninguém. Outra recomendação de Jesus: não devemos dar a Deus o que sobra. Jesus sentou-se no Templo à frente do cofre das ofertas. A multidão que constava de gente simples, lançava pequenas moedas e, muitos ricos lançavam muitas moedas; todos davam do que lhes sobrava. Mas uma pobre viúva, deu mais do que todos juntos, porque ofereceu tudo o que tinha para viver.
Devemos dar a Deus, não o que nos sobra. Devemos fazer as nossas ofertas com um coração generoso porque Deus não se deixa vencer em generosidade.

"Vagueia o povo como um rebanho, sofrendo por falta de pastores" (Zac. 10, 2)

Palavra falada - cantada.

Há situações em que as palavras são insuficientes para exprimir o que pensamos e sobretudo o que sentimos. Precisaríamos então cantar para dar-nos a conhecer, mas aí nos tornamos mistério. Se os outros nos entenderem, muito bem. Se não, pelo menos desabafamos o que não tinhamos mais condições de conter em nós.

Oração.



Vive-se como se reza e reza-se como se vive. A oração era a vida de Jesus. A vida de Jesus era uma vida de oração. Toda vez que em sua pregação havia oportunidade, Jesus voltava-se públicamente a Deus Pai em oração de louvor, de ação de graças, de súplica.