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domingo, 4 de novembro de 2012

Homilia - Felizes os que morrem no Senhor.

Nós, católicos elevamos a Deus preces pelos nossos mortos, por aqueles que a Igreja chama de "fiéis defuntos". A palavra "defunto, de origem latina, significa pessoa que cumpriu a sua função, a sua missão. Em português, a palavra "defunção" significa falecimento, óbito, mas o sentido primeiro da palavra latina "defunctio" significa ação de se desempenhar, de satisfazer aos seus deveres (Dic. Saraiva). Portanto, defunta é a pessoa que, ao morrer, cumpriu a sua missão aqui na terra. Os que morrem, deixam neste mundo o seu corpo que por natureza é mortal, e voltam para Deus que os criou. Não somos o nosso corpo, que nasce, cresce, envelhece e morre. Mas o corpo é nosso, ele nos pertence, por ele somos identificados. Deve ser respeitado, cuidade com zelo para que se mantenha saudável, porque ele é também um instrumento de trabalho, evitando tudo o que ponha em perigo sua integridade. A Bíblia nos ensina que o nosso corpo é Templo do Espírito Santo que está em nós e nos foi dado por Deus. (1Cor. 6, 19-20). Jesus prometeu ressuscitá-lo no último dia para participar da vida eterna, com a condição de que nele acreditemos, acolhendo com amor os seus ensinamentos.
O destino do homem após a morte é ou a salvação eterna ou a eterna condenação. Deus quer a salvação de todos, mas nem todos aceitam a salvação de Deus. Uma característica essencial do ser humano é que ele é livre e pode tomar atitudes perigosas, arriscadas. É verdade que é Deus que julga as intenções dos corações, e o seu juízo é sempre bondade, misericórdia, perdão. Deus não despreza um coração arrependido. (Sl. 50-5,19).
Mas há um lugar intermediário, provisório, ao qual chamamos de lugar de purificação. O amor da criatura por seu Criador manifesta-se sempre em "fazer a sua vontade". Pessoas que morrem neste estado terão a vida eterna porque amaram a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, mesmo que anteriormente tenham sido grandes pecadoras.
Pessoas há que amam a Deus, mas, com um amor que não é puro, porque às vezes se apresenta como egoísta. Tais pessoas estão salvas, mas como não estão totalmente purificadas, e morrem neste estado, precisam limpar-se de seus egoísmos para poderem entrar na visão de Deus, que as tornará eternamente felizes. Nesse trabalho de purificação podem valer as súplicas da Igreja na terra, as orações e boas obras de caridade de seus fiéis.
Todo bem que faz uma pessoa que ama a Deus tem o seu valor e o seu merecimento; o mérito das boas obras praticadas com reta intenção pode ser atribuído às pessoas que estão no purgatório e abreviar-lhes o tempo de espera para entrar na glória de Deus.
Todos os anos, no dia dois de Novembro, a Igreja Católica quer lembrar aos seus fiéis esta caridade por seus irmãos falecidos.
Diz-nos a Bíblia que Judas Macabeu saiu vitorioso numa guerra contra Górgias, combate no qual morreram alguns de seus soldados. Então ele fez uma coleta que rendeu cerca de duas mil moedas de prata, que foram enviadas a Jerusalém para que no templo se oferecesse um sacrifício pelos mortos e assim "fossem absolvidos de seus pecados". Puseram-se também em oração suplicando a Deus que os pecados dos mortos em combate fossem cancelados (2 Mc 12, 32-45).
Numa parábola, Jesus pede que todos se reconciliem com quem ofenderam enquanto estão a caminho nesta vida. Do contrário, se morrerem sem reconciliação, serão condenados pelo juíz e colocados na prisão até pagarem o último centavo. Para tais pessoas há salvação, mas terão que pagar pelo seu pecado já que em vida não aceitaram pedir perdão.
O apóstolo Paulo, na primeira Carta aos Coríntios 3, 13.15, escreveu: "No dia do julgamento a obra ficará conhecida, pois o julgamento vai ser através do fogo, e o fogo provará o que vale a obra de cada um. Aquele que tiver sua obra queimada, perderá a recompensa. Entretanto se salvará, mas como alguém que escapa de um incêndio. O purgatório não é diretamente considerado aqui, mas este texto, juntamente com outros, serviu de base à explicação de tal doutrina da Igreja". (Bíblia de Jerusalém).


terça-feira, 1 de novembro de 2011

02 de Novembro, dia consagrado aos fiéis defuntos.

MORRER EM CRISTO JESUS
Para ressuscitar com Cristo é preciso morrer com Cristo, é preciso "deixar a mansão deste corpo para ir morar junto do Senhor"(1Cor5,8).
Nesta "partida" que é morte, a alma é separada do corpo. Ela será reunida ao seu corpo no dia da resurreição dos mortos (Fl 1,23)

A MORTE.
É diante da morte que o enigma da condição humana atinge seu ponto mais alto. Em um certo sentido, a morte corporal é natural, mas para a fé ela é, na realidade "salário do pecado" (Rm 6,23). E para os que morrem na graça de Cristo, é uma participação na morte do Senhor, a fim de poder participar também da Sua ressurreição.

A MORTE É O TERMO DA VIDA TERRESTRE.
Nossas vidas são medidas pelo tempo, ao longo do qual passamos por mudanças, envelhecemos, e como acontece com todos seres vivos da terra, a morte aparece como um fim normal da vida. Neste ponto de vista, ela dá um aspecto de urgência às nossas vidas: a lembrança da nossa imortalidade, serve também para recordar que temos um tempo limitado para concretizar nossos propósitos de vida:
"Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade (...) antes que ao pó volte à terra donde veio, e o sopro volte à Deus, que o concedeu" (Qo 12,1.7)

A MORTE É CONSEQUNÊNIA DO PECADO.
Intérprete autêntico das afirmações da Sagrada Escritura e da Tradição, o Magistério da Igreja, ensina que a morte entrou no mundo por causa do pecado do homem. Embora o homem tivesse uma natureza mortal, Deus o destinava a não morrer. A morte foi, portanto, contrária aos desígnios de Deus Criador e entrou no mundo como consequência do pecado. A morte corporal, a qual o homem teria sido subtraído se não tivesse pecado, é assim o último inimigo do homem a ser vencido.

A MORTE É TRANSFORMADA POR CRISTO.
Jesus, o Filho de Deus, sofreu também Ele a morte, própria da condição humana. Todavia, apesar do seu pavor diante dela, assumiu-a em um ato de submissão total e livre, à vontade de Seu Pai. A obediência de Jesus, transformou a maldiçaõ da morte em bênção.

O SENTIDO DA MORTE CRISTÃ.
Graças a Cristo, a morte cristã tem um sentido positivo. "Para mim a vida é Cristo, e morrer é lucro(Fl 1,21). "Fiel é esta palavra: se com ele morrermos, com ele viveremos" (2Tm 2,11). A novidade essencial da morte cristã está nisto: pelo batismo o cristão já está sacramentalmente "morto com Cristo", para viver de uma vida nova; e se morrermos na graça de Cristo, a morte física consuma este "morrer com Cristo" e completa assim nossa incorporação a Ele no seu ato redentor.


-É bom para mim morrer em Cristo Jesus, melhor do que reinar até as extremidades da terra. É à Ele que procuro, Ele que morreu por nós: é Ele que quero, Ele que ressuscitou por nós. Meu nascimento aproxima-se. Deixai-me receber a pura luz; quando tiver chegado lá, serei homem! (Santo Inácio de Antioquia)

Na morte, Deus chama o homem à si. É por isso que o cristão pode sentir, em relação à morte, um desejo semelhante ao de São Paulo: "o meu desejo é partir e ir estar com Cristo" (Fl 1,23); e pode transformar a sua própria morte em um ato de obediência e de amor para com o Pai, a exemplo de Cristo:


-EU NÃO MORRO, ENTRO NA VIDA!
(Santa Teresinha do Menino Jesus)